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Bienal do Livro 2026: 5 autores brasileiros e um livro de cada para começar

Promoteca · Setembro de 2026 · 7 min de leitura

Mascote da Promoteca carregando uma pilha de livros coloridos

Resumo rápido

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi, com mais de 350 autores confirmados.

A parte brasileira da programação é a mais variada em anos: literatura premiada, thriller, afrofuturismo e não ficção dividindo o mesmo pavilhão.

Abaixo, cinco autores nacionais confirmados e um livro de cada para quem quer chegar tendo lido — ou quer só descobrir por onde entrar.

O evento, em resumo

A Bienal de São Paulo é o maior evento literário da América Latina e acontece a cada dois anos. A edição de 2026 é a 28ª e será a maior de todas: cerca de 87 mil metros quadrados, expectativa de aproximadamente 700 mil visitantes em dez dias e mais de 350 autores na programação. A Espanha é o País Convidado de Honra.

Informações práticas

Antes de sair de casa: horários, ingressos e regras das sessões de autógrafos mudam até a última hora. Confira os canais oficiais no dia.

Cinco autores brasileiros confirmados

Para quem quer literatura brasileira essencial

Conceição Evaristo

Capa do livro Olhos d'Água, de Conceição Evaristo

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É um dos nomes mais importantes da literatura brasileira contemporânea e está confirmada na Arena Cultural, o palco principal do evento. Escreve sobre a vida de mulheres negras e periféricas com uma precisão que dispensa qualquer ornamento — e cunhou o termo "escrevivência" para nomear essa escrita que nasce da experiência.

Por onde começar: Olhos d'Água. É um livro de contos, o que ajuda muito quem está começando: você lê uma história de cada vez, no seu ritmo, sem se comprometer com um romance inteiro. Venceu o Prêmio Jabuti e é a porta de entrada mais recomendada para a obra dela.

Para quem quer o romance brasileiro mais comentado da década

Itamar Vieira Junior

Capa do livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

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Baiano, geógrafo de formação, escreveu o romance que mais circulou no Brasil nos últimos anos — daqueles que aparecem em clube de leitura, sala de aula e mesa de bar ao mesmo tempo.

Por onde começar: Torto Arado. Acompanha duas irmãs no interior da Bahia e trata de terra, trabalho e herança. É leitura densa, mas de linguagem acessível — não é difícil de ler, é difícil de esquecer. Se você só for ler um livro brasileiro este ano, muita gente diria que é este.

Para quem gosta de virar a página com pressa

Raphael Montes

Capa do livro Dias Perfeitos, de Raphael Montes

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Carioca, é o principal nome do thriller nacional e também está confirmado na Arena Cultural. Escreve suspense de ritmo rápido, com estrutura pensada para prender — e vários de seus trabalhos viraram adaptação para a TV.

Por onde começar: Dias Perfeitos. É o romance que o consolidou e funciona bem como primeiro contato. Aviso de conteúdo: o livro é desconfortável de propósito e trabalha com temas pesados. Quem procura leitura leve deve escolher outro da lista.

Para quem quer humor e crítica na mesma página

José Falero

Capa do livro Os Supridores, de José Falero

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Gaúcho, chegou à literatura por um caminho diferente do usual e escreve sobre trabalho, classe e desigualdade com humor afiado. É dos autores desta lista o que mais surpreende quem espera literatura brasileira "séria" no sentido solene.

Por onde começar: Os Supridores. Acompanha dois repositores de supermercado em Porto Alegre que decidem mudar de vida. É engraçado e incômodo na mesma medida, com diálogo que soa como conversa de verdade. Leitura rápida e fácil de recomendar.

Para quem quer fantasia e ficção científica brasileira

Alê Santos

Capa do livro Rastros de Vingança, de Alê Santos

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Destaque do afrofuturismo nacional, é também um comunicador conhecido por trabalhar história e cultura negra fora do livro. Escreve o tipo de fantasia que ainda tem pouca oferta em português: construção de mundo original, com referências que não vêm do padrão europeu.

Por onde começar: Rastros de Vingança. É a obra que o apresentou ao grande público e boa escolha para quem já lê fantasia internacional e quer ver a mesma pegada com outra bagagem cultural.

Quem mais está confirmado

A lista nacional é longa e cobre muitos públicos. Também estão confirmados nomes como Paula Pimenta, Carina Rissi, Thalita Rebouças, Ana Suy, Iberê Thenório, Felipe Castilho, Cristina Bomfim, Kelly M. e Ellie Morgan, entre muitos outros. A programação completa e os horários das mesas ficam no site oficial.

Como escolher por onde começar

Se você não lê literatura brasileira contemporânea há um tempo, o caminho mais confortável é começar por contos — leitura curta, sem compromisso de fôlego. Depois vá para um romance.

Se você lê muito thriller ou fantasia internacional e acha que literatura brasileira é sempre solene, comece por Falero ou por Alê Santos. São os dois que mais desmontam essa expectativa.

E vale um lembrete que serve para qualquer compra na Bienal: o desconto do estande nem sempre é o melhor preço. Vale comparar antes de ir, principalmente nos títulos mais vendidos, que costumam ter promoção o ano inteiro.

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